Harry Styles: Fãs reclamam de venda de ingressos, e deputados acionam Procon e mais órgãos

Haary Styles em cena do clipe 'Aperture' Reprodução/YouTube Os deputados Guilherme Cortez e Erika Hilton, do Psol, apontaram supostas irregularidades na venda...

Harry Styles: Fãs reclamam de venda de ingressos, e deputados acionam Procon e mais órgãos
Harry Styles: Fãs reclamam de venda de ingressos, e deputados acionam Procon e mais órgãos (Foto: Reprodução)

Haary Styles em cena do clipe 'Aperture' Reprodução/YouTube Os deputados Guilherme Cortez e Erika Hilton, do Psol, apontaram supostas irregularidades na venda de ingressos dos shows de Harry Styles em São Paulo, marcados para os dias 17 e 18 de julho. Ambas as medidas foram divulgadas nas redes nesta segunda-feira (26), após fãs do cantor mencionarem problemas na compra ingressos e alegarem que cambistas teriam sido privilegiados pela bilheteria. No Brasil, a responsável pela venda desses ingressos é a TicketMaster. Em nota enviada ao g1, um porta-voz negou a existência de irregularidades e afirmou que a empresa está "totalmente disponível para cooperar com as autoridades e fornecer quaisquer informações necessárias". O que fizeram os deputados Erika Hilton acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon SP). A deputada federal pediu uma investigação do que chamou de "esgotamento anormal e aparentemente irregular dos ingressos" dos shows, assim como os "fortes indícios de atuação organizada de cambistas e de falhas estruturais na comercialização". "Como as primeiras pessoas das filas, tanto a geral quanto a PCD, não conseguiram comprar ingressos, mas os cambistas já tinham ingressos em mãos? Houve venda prévia aos cambistas? Para os cambistas, não havia limites de vendas de ingressos? Os cambistas faziam parte da campanha publicitária de venda do Banco Santander?", escreveu Hilton em um post. Fila de dois quarteirões marca listening party de novo single de Harry Styles em loja de SP "Isso tudo precisa ser esclarecido. A TicketMaster, responsável pela venda de ingressos no Brasil, já está sendo processada pelos órgãos reguladores dos Estados Unidos por práticas comerciais lesivas em parcerias com cambistas e plataformas de vendas de ingressos", continuou Hilton. Já o deputado estadual Cortez afirmou que acionou o Procon, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança. Ele disse que é necessário investigar "atos ilícitos", "modo de operação criminosa" e "venda de ingressos através de plataformas não oficiais". Cortez disse também ter recebido "várias provas da ação de cambistas durante a pré-venda do show do Harry Styles". Em outro post, ele afirmou: "Há uma indústria lucrando às custas da extorsão dos sonhos de fãs, que envolve cambistas, produtoras e ticketerias. Esse conluio age cobrando taxas abusivas, que ultrapassam o valor dos próprios ingressos, e desnecessárias (como, por exemplo, a taxa de envio por e-mail), além de facilitar a ação de cambistas, que revendem por valores ainda maiores". O que diz a TicketMaster O g1 entrou em contato com a assessoria da TicketMaster, que negou irregularidades e afirmou que a empresa está à disposição para cooperar com as autoridades e fornecer informações. "A Ticketmaster não apoia o cambismo, nem vende ingressos antecipadamente para cambistas, nem tem parcerias com operadores de revenda que os privilegiem em relação aos fãs. Qualquer suposição contrária a isto está incorreta. De acordo com nossos Termos e Condições, ingressos oferecidos em plataformas de revenda ilegais ou não autorizadas podem ser cancelados e disponibilizados novamente para venda aos fãs", diz a nota. "Na bilheteria física, a venda de ingressos é feita estritamente de acordo com as diretrizes definidas pelo organizador do evento, incluindo limites de compra por pessoa e por CPF. Os ingressos são vendidos para qualquer pessoa fisicamente presente na fila, por ordem de chegada e dentro dos limites estabelecidos. Para eventos de alta demanda, a disponibilidade em certas seções pode esgotar rapidamente, pois as compras são concluídas simultaneamente em vários balcões de atendimento." "Trabalhamos continuamente para impedir que agentes mal-intencionados acessem tickets. O setor vive em meio a uma corrida de cambistas que usam bots cada vez mais sofisticados, e investimos centenas de milhões de dólares em tecnologia e equipes dedicadas focadas na prevenção do abuso. Esse trabalho complementa nossos controles operacionais tanto em ambientes de vendas online quanto presenciais", continua a nota. "Para este evento, assim como em todas as vendas da Ticketmaster, os preços dos ingressos e quaisquer taxas aplicáveis foram claramente publicados antecipadamente em nosso site. A Ticketmaster não cobra taxa para emitir ingressos, sejam comprados online ou na bilheteria física -- ou seja emitidos digitalmente ou em formato impresso. Qualquer taxa local aplicada à compra da bilheteria é cobrada pelo local, não pela Ticketmaster." "Levamos a sério as preocupações levantadas pelos fãs e permanecemos totalmente disponíveis para cooperar com as autoridades e fornecer quaisquer informações necessárias. Nosso foco é, e continuará sendo, apoiar artistas e ajudar fãs reais a acessarem ingressos da forma mais justa e transparente possível", finaliza a nota. Harry Styles no Brasil O cantor se apresentará nos dias 17 e 18 de julho Estádio Morumbis, em São Paulo, com participação especial da banda Fcukers. Os preços variam entre R$ 265 (arquibancada, meia-entrada) e R$ 1.410 (pit, inteira). A pré-venda começa no dia 26 e a venda geral, no dia 28, pela Ticketmaster. Os shows fazem parte da turnê "Together, Together" para promover o disco "Kiss All The Time. Disco, Ocasionally". O álbum será lançado no dia 6 de março.

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