Raul Seixas precisa mesmo de mais um tributo fonográfico? Single com Ana Cañas indica que não...

Raul Seixas (1945 - 1989) Ariel Severino / Divulgação ♫ OPINIÃO ♩ Eis que Raul Seixas ganha mais um tributo fonográfico!... Vem aí Raul 80 – Um tribu...

Raul Seixas precisa mesmo de mais um tributo fonográfico? Single com Ana Cañas indica que não...
Raul Seixas precisa mesmo de mais um tributo fonográfico? Single com Ana Cañas indica que não... (Foto: Reprodução)

Raul Seixas (1945 - 1989) Ariel Severino / Divulgação ♫ OPINIÃO ♩ Eis que Raul Seixas ganha mais um tributo fonográfico!... Vem aí Raul 80 – Um tributo a Raul Seixas, álbum com gravações inéditas do cancioneiro do cantor, compositor e músico baiano. Por ora, há somente o primeiro single, Metamorfose ambulante, espécie de hino lançado pelo artista no primeiro álbum solo, Krig-ha, bandolo! (1973). Coube a Ana Cañas entrar no Estúdio Dois, no Rio de Janeiro (RJ), a convite da gravadora Universal Music, para gravar essa música tão emblemática na discografia de Raul Santos Seixas (28 de junho de 1945 – 21 de agosto de 1989). Integrante do elenco que celebrou o roqueiro no show coletivo O baú do Raul no Circo Voador (RJ) em 28 de junho, dia do 80º aniversário de Raulzito, a cantora pôs voz com elegância e suavidade na música, em gravação feita com produção musical de Rodrigo Suricato e com o toque country da pedal steel, do mandolim e da guitarra de Rick Ferreira, guitarrista que trabalhou com Raul. Cañas e Rick fizeram bem a parte que lhes coube. A questão que se impõe é se Raul Seixas precisa mesmo de mais um tributo fonográfico. E o single Metamorfose ambulante sinaliza que a resposta é não... Raul Seixas vem sendo muito regravado desde que morreu em movimento muitas vezes de caráter mercantilista. E o fato é que ninguém até hoje fez uma gravação que ombreasse com os registros originais de Raul Seixas. E, sim, a obra do cantor está aí na rede, na íntegra, à disposição das novas gerações que não param de descobrir esse artista que contribuiu de forma decisiva para dar identidade brasileira ao rock a partir dos anos 1970. Raul Seixas vive! Assim como Cazuza (1958 – 1990) e Rita Lee (1947 – 2023) também vivem. Cantar as músicas desses artistas é uma forma de reverenciá-los. Mas nem tudo precisa virar um tributo, um registro oficial, um álbum, um produto enfim. Quase nada, aliás, merece virar produto. Esse é o X da questão. Mal nenhum há em celebrar e tocar Raul! Agora gerar um produto para lucrar com a saudade – e isso a indústria fonográfica sabe fazer muito bem desde que o samba é samba... – é outra história... Capa do single ‘Raul 80 – Metamorfose ambulante’, de Ana Cañas Divulgação

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